quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Il Mare
O mar está convidando
outros mares
e os anjos matutinos
os peixes
de chumbo
os barcos
todos os homens
num movimento triste
e espuma.
O banquete será submerso
e o sal queimará amistoso
as cordas
os fios das redes
distraídas
lamparinas
rochas incandescentes
(toda aflição do mundo).
os olhos estelares
e outras testemunhas
enquanto roga a vigília
dos faróis
o silêncio das ilhas
a volta dos náufragos.
O mar está convidando
as estações
sem laços
o horizonte
e todo azul possível ...
Deixará a água explodir
na água
enquanto engolirá
terras e pedras
com língua voraz
de mar ...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Outros inventos (2)
Outros inventos (1)
e constrói
essência
- vibrante silêncio
a poeira
e possíveis restos
que esqueço
Cumpre a sina
de ser
promessa.
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Pequeno Ensaio - Fotografia 1
domingo, 13 de abril de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Bergen (4)

Entre meu encontro com a Cidade
e a despedida
instalaram-se os mares
e as estações.
Assim mesmo
tento conter na alma
a essência da construção
humana que é a proximidade
sem ser geografia...
Eu permaneço naquele lugar
disposto a lapidar os dias
e o destino ...
- Uma cicatriz me sentencia
ao retorno.
Foto: Bergen - vista do Monte Floyen
domingo, 6 de abril de 2008
Bergen (3)

Cidade das sete montanhas
- sete mães prodigiosas
e protetoras
para o ventre-abrigo
de habitantes e passageiros
- sete visões fantásticas
para as incessantes
embarcações
e luas
- sete estátuas sólidas
imortais e assombradas
-sete esculturas divinas
povoadas de suposições
deleite para as bruxas de maio
e para os olhares
que esquadrinham o horizonte...
sábado, 5 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Bergen (2)
Observo Bryggen ao entardecer
de um ponto em Holbergskaien:
as fachadas com cores vibrantes
e os ângulos agudos dos telhados
me arrebatam...
Aproveito para absorver um pouco
da magia humana e seus engenhos.
Naquele espaço
a eternidade parece construída
e reconstruída no ardor e desejos
incessantes da Cidade.
Todo o universo
engendrado em madeira
e ânimo
- nada ao acaso
sustentam uma devoção
com a paisagem.
As promessas de chegar perto
alargam a minha alma
impaciente de visitante.
Bryggen é signo e adorno
que acende o tempo
e suas escalas,
é também um momento
suspenso de Bergen.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Bergen (1)

finge apenas
e espreita tua silhueta
de cidade amada,
tuas linhas intensas e dramáticas
tecidas no tempo
e nas águas que te sublimam.
Eu te reverenciei com minhas forças
e mesmo atento não apreendi
tuas ruas e nomes
tua gente
e os segredos instantâneos
das tuas entranhas de cidade.
Desejei me apropriar de uma janela
e contemplar teus movimentos de anfitriã
para decifrar teus princípios.
Confesso que desde o primeiro instante
em que me deparei com tua paisagem
desejei como nunca
entardecer contigo...
Foto: Bergen (NO)
terça-feira, 1 de abril de 2008
Numa aventura...
quando mergulhamos únicos
em sombras costumeiras
o mundo parece impenetrável:
não sobram mares
ou portos espaçosos
nada é íntimo
os terraços tornam-se cegos
e o horizonte, tédio
a lua apenas advinha chuvas
e os olhares negam
o que é familiar, desfiguram-se
nossos ritos
- desesperadamente remamos ao passado...















